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RELATO DE EXPERIÊNCIA: O USO DE JOGOS EM SALA DE AULA

  • RP História UNEB
  • 22 de jan. de 2020
  • 3 min de leitura

Ilustração extraída do site:https://www.youbilingue.com.br/blog/inovar-com-jogos-para-sala-de-aula/ (acesso em 05/01/2020)


No caminho da licenciatura e da docência nos deparamos com diversas teorias e estratégias metodológicas de ensino, dentre todas elas, destacamos aqui a utilização da dinâmica e ludicidade como ferramentas fundamentais no processo de ensino de aprendizado da criança e do adolescente Através desta ferramenta metodológica relativa ao uso de jogos em sala de aula, busca-se seguir com o movimento da quebra do tradicional, onde o ensino de História limitava-se a decoração de nomes e datas de episódios históricos.

Consideramos que através de estratégias metodológicas que lancem mão da ludicidade é possível acessar o aluno com mais facilidade, dessa forma, possibilitando um aprendizado de qualidade. O recurso aos jogos e as brincadeiras fornece condições aos estudantes de encarar o estudo da História não como um fardo, mas como algo prazeroso e que no final do processo fortalece o processo de ensino e aprendizagem desenvolvido em sala de aula.

Nesta perspectiva, sabemos que em relação ao conhecimento histórico, é possível lançar mão de infinitas possibilidades estratégicas. permite infinitas possibilidades. Não temos dúvida de que uma variedade de instrumentos metodológicas que envolvem desafio e ludicidade contribuem para a aprendizagem do conteúdo pelo estudante e, ao mesmo tempo, para a sua formação enquanto sujeito social e histórico. Foi com base nessas reflexões que desenvolvemos uma dessas experiências na nossa sala de aula do projeto Ensino de História e diversidade relativo ao Programa Residência Pedagógica 2019.

Em uma das turmas do 7º ano (Ensino Fundamental II) aplicamos um jogo denominado “Jogo das perguntas e respostas”, utilizando o conteúdo de “Reforma Protestante e Contrarreforma”. Uma experiência incrível e que nos fez perceber a interação dos estudantes com o conhecimento abordado e as relações interpessoais. Abaixo apresentamos de forma detalhada o passo a passo dessa atividade:


PASSO A PASSO


1. Dividiu-se a turma em 5 grupos tendo em média cada equipe cerca de 5 a 6 componentes. É importante que os grupos não possuam número de estudantes elevados, pois a participação de todos os alunos na dinâmica é extremamente necessária e faz parte do processo avaliativo do(a) professor(a).

2. Em seguida, solicitou-se que todos da turma que todos lessem a parte do livro referente ao conteúdo a ser trabalhado e a partir da leitura os discentes precisaram elaborar 7 perguntas (obrigatórias) e 2 extras (opcional). Importante salientar que as perguntas não poderiam ser iguais às questões já existentes no livro didático, logo, os alunos deveriam elaborar suas próprias perguntas.

3. Na próxima etapa começa a rodada de perguntas, na qual os grupos coordenados pelas regentes faziam perguntas uns aos outros. A cada rodada do jogo se estabeleceu uma dinâmica diferente para a realização das perguntas: 1) sentido horário; 2) sentido anti-horário; 3) cada grupo poderia escolher outra equipe para responder a pergunta; 4) sorteio. Interessante notar que cada grupo tinha direito a um minuto para responder e caso a resposta estivesse incorreta a equipe que realizou a pergunta teria que emitir a resposta elaborada e através da avaliação das regentes de turma atribuiria se estava correto ou incorreto. Ao final das rodadas a equipe que acumular maior pontuação ganha o jogo.

Como estímulo para a participação dos estudantes, atribui-se um prêmio que deve ser definido pelo (a) regente da turma. No caso em questão, a equipe vencedora ganhou uma caixa de chocolates.


NOSSAS PERCEPÇÕES


Percebemos através da utilização do jogo, como os discentes interagiram e aprenderam melhor com essa dinâmica do que nas outras aulas ministradas. Por se tratar de uma turma que possuía um perfil agitado a aplicação da metodologia do jogo forneceu condições essenciais para o processo de ensino e aprendizagem a ser realizado em sala de aula.

Nas aulas subsequentes era inevitável a participação da turma através de intervenções, comentários, curiosidades e pesquisas externas que eram realizadas pelos estudantes devido ao estímulo proporcionado pelo jogo.

Nesse sentido, o estudo de História desconstrói a tradicional visão de “decoreba”, provocando um dinamismo na sala de aula, o que torna a aprendizagem bem mais significativa para os estudantes. Ultrapassou as barreiras que impediam visualizar a parte interativa da História, forneceu a estes alunos e alunas não apenas o aprendizado sobre o conteúdo, mas, também, condições para o desenvolvimento da criticidade e da prática de pesquisa. Questões que consideramos essenciais para tornar o processo de ensino e aprendizagem não apenas satisfatório, mas, principalmente, de qualidade, pois promove uma aproximação muito maior dos estudantes com a temática estudada.


Redação:

Fernanda da Silva Viana:

Bolsista do Programa de Residência Pedagógica - CAPES, exercendo regência no Colégio da Polícia Militar – Dendezeiros.

Tainan Rocha da Silva

Bolsista do Programa de Residência Pedagógica - CAPES, exercendo regência no Colégio da Polícia Militar – Dendezeiros.

 
 
 

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"Não é no silêncio que os homens se fazem, mas na palavra, no trabalho, na ação-reflexão."

Paulo Freire

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