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O que é Afrocentricidade?

  • RP História UNEB
  • 26 de ago. de 2021
  • 2 min de leitura


A afrocentricidade tem como principal proposta de intervenção aos estudos acadêmicos a questão de analisar o africano como protagonista de sua própria história. Isso é de extrema importância, visto que muitos estudos antropológicos, sociológicos e históricos geralmente apresentam sua realidade e tradição a partir da ótica do europeu.

Tornando-se uma fundamentação tanto académica quanto política, essa nova base teórica propõe que os próprios nascidos na África elaborem metodologias e práticas de pesquisa genuinamente africanas para que os estudos sobre esse continente sejam introduzidos de forma que viabilize o seu protagonismo como agente de sua própria história. Por muito tempo, os africanos foram negados ou analisados de forma secundária em sua própria análise histórica. Suas tradições, pensamentos filosóficos e demais conhecimentos sempre eram comparados a partir do referencial da Europa (utilizando até termos do dialeto europeu pra descrever elementos culturais africanos), o que torna importante a substituição de práticas de pesquisa surgidas no continente europeu por aquelas elaboradas exclusivamente em território africano na análise da própria África.

Portanto, o estudo afrocêntrico ao estimular a perspectiva de protagonizar o africano como perpetuador histórico estimula a compreender que o mesmo tem importantíssimo papel nas relações sociais de suas respectivas nações. Isso motiva o indivíduo nascido em território africano que sofre diretamente com o racismo a ter uma maior consciência para atuação política principalmente em posicionamentos relacionados às relações de dominação e etnia. Entretanto, não se deve confundir o pan-africanismo com a afrocentricidade. Mesmo que os dois promovam uma atuação política do africano, o primeiro, diferente do último, não surgiu na África e tem mais foco na análise de movimentos políticos do continente africano ou de países com população afrodescendente, enquanto o outro propõem uma criticidade aos trabalhos acadêmicos acerca da África.

 
 
 

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"Não é no silêncio que os homens se fazem, mas na palavra, no trabalho, na ação-reflexão."

Paulo Freire

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