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Mulheres do Brasil: Uma breve biografia de personalidades femininas brasileiras

  • RP História UNEB
  • 10 de mar. de 2021
  • 5 min de leitura

Atualizado: 11 de mar. de 2021





Olá, caros visitantes! Dando continuidade ao nosso debate em relação ao Dia Internacional da Mulher, traremos, nesse post, algumas personalidades femininas de nossa nação!


Adélia Sampaio


Adélia Sampaio, primeira mulher negra a dirigir um longa-metragem no Brasil. Adélia nasceu em 1944 em Belo Horizonte, filha de empregada doméstica, dirigiu e produziu mais de 70 filmes. “Amor Maldito” (1984) foi o seu primeiro longa, com a história de um casal de mulheres lésbicas, as salas de cinema do período se recusaram a exibir o filme e suas produções foram invisibilizadas pelo cinema nacional. Apenas em 2013 as obras de Adélia vieram a público.



Extraída de: https://www.sul21.com.br/breaking-news/2016/11/adelia-sampaio-cineasta-e-mulher-negra-e-detida-no-aeroporto-salgado-filho/


Enedina Marques

A primeira mulher negra a se formar em Engenharia no Brasil, Enedina Alves Marques, realizou um feito em uma época onde tal ideia, para uma maioria esmagadora, não passaria de um simples delírio, ainda mais em um país onde a escravidão havia sido abolida a não muito mais do que cinco décadas, e as mulheres adquiriram o voto a menos que uma.

Nascida na capital paranaense em 1913, filha de Paulo Marques e Virgínia Alves Marques, e contando com mais cinco irmãos, Enedina costumava ajudar sua mãe, Dona Duca, como era conhecida, uma lavadeira, nas tarefas domésticas na casa do militar e intelectual republicano Domingos Nascimento. Este fora o responsável por pagar pela educação da jovem em colégios particulares para que esta fizesse companhia a sua filha, Isabel. Enedina dividia seu tempo entre os estudos e suas responsabilidades como doméstica e babá nas casas da elite curitibana. Em 1932, ao lado de Isabel, veio a formar-se e receber seu diploma de professora, dando início aos seus trabalhos como educadora no interior do estado. Entretanto, guiada pelo sonho de tornar-se uma engenheira civil, Enedina retorna a Curitiba onde, apesar de grandes dificuldades, tendo de lutar contra a perseguição e o preconceito, ingressa em uma turma formada completamente por homens em 1940, formando-se como a primeira engenheira civil negra do Brasil.

No ano seguinte passou a trabalhar como auxiliar de engenharia na Secretaria de Estado de Viação e Obras Públicas, trabalhando também no Departamento Estadual de Águas e Energia Elétrica do Paraná, bem como no desenvolvimento do Plano Hidrelétrico do Paraná. Após uma sólida carreira, esta vem a se aposentar em 1962, e falecendo em 1981, aos 68 anos, deixando não somente um importante legado para a engenharia brasileira, mas igualmente para a cultura negra.



Extraída de: https://unifei.edu.br/personalidades-do-muro/extensao/enedina-alves/


Francisca Edwiges Neves Gonzaga


Nascida Francisca Edwiges Neves Gonzaga (1847-1935), “Chiquinha” era filha de um marechal de campo do Exército Imperial Brasileiro e neta, por parte materna, de uma escrava alforriada. No processo de branqueamento do imaginário brasileiro, sua negritude foi silenciada. Tal silêncio tem sido discutido à luz das recentes lutas pós-coloniais.

Chiquinha consagrou-se como compositora, instrumentista, primeira maestrina brasileira e autora teatral. Foi ainda primeira pianista de choro e autora da primeira marcha carnavalesca, intitulada “Ó Abre Alas”, em 1899.

Sua importância musical foi imensa, influenciando outras compositoras a seguirem sua linha de criação através do tempo. Mulher independente, participou da campanha pelo fim da escravidão e instauração da República. Seu vanguardismo gerou grande preconceito e rejeição pela própria família. Em reconhecimento de sua grande relevância para a música nacional, o dia do seu aniversário, 17 de outubro, foi escolhido para instituir o Dia da Música Popular Brasileira.



Extraída de: https://www.todamateria.com.br/chiquinha-gonzaga/


Irmã Dulce


Maria Rita de Sousa Brito Lopes Pontes, “Irmã Dulce”, “Santa Dulce dos Pobres” ou o “Anjo bom da Bahia” são todas designações pelas quais conhecemos essa personalidade ilustre das sociedades baiana e brasileira. Ela é mundialmente conhecida por suas obras de caridade e de assistência aos pobres e aos mais necessitados, obras que praticou por toda a sua vida.

Ela também criou e/ou apoiou a criação de diversas instituições filantrópicas, como o conhecido Hospital Santo Antônio. Já recebeu variados títulos de importância, chegando até a ser indicada ao Prêmio Nobel da Paz. Em 13 de outubro de 2019 foi canonizada pelo Papa Francisco. Ela é a primeira Santa católica brasileira, um símbolo de caridade e amor ao próximo.



Extraída de: https://extra.globo.com/noticias/brasil/canonizacao-de-irma-dulce-veja-dez-curiosidades-sobre-santa-24012037.html


Raimunda Putani Yawnawá


Nascida na tribo Yawnawá, na Terra Indígena do Rio Gregório no Acre, em 1978, Raimunda Putani Yawnawá e sua irmã mais nova, Kátia Hushashu, filhas do líder indígena Raimundo Luís, da tribo Yawanawá, fizeram história ao serem as primeiras mulheres aceitas como pajés no ano de 2005.

Estas ofereceram-se para passar pelo árduo treinamento para a formação de pajés, este consistindo não somente de um ano de isolamento, mas também de uma dieta baseada em alimentos crus e a impossibilidade de beber água, apenas um líquido à base de milho. Como se estes já não fossem desafios o suficiente, ambas tiveram de suportar a resistência de diversos membros de sua tribo e, no caso de Raimunda, inclusive a do próprio marido. Foi diante da planta Rarê Muká, considerada sagrada graças às suas propriedades curativas, não se restringindo somente a estas, fizeram seus juramentos.

Raimunda Putani e Kátia Hushashu estavam entre as cinco mulheres premiadas pelo Senado na Quinta Edição do Diploma Mulher-Cidadã Bertha Lutz. Evento este que carrega o nome da botânica, advogada e militante feminista Bertha Lutz, a segunda mulher a prestar concurso público no Brasil.



Extraída de: http://www.altinomachado.com.br/2006/04/primeira-paj-brasileira.html


Chica da Silva


Francisca, nasceu em 1732, no Arraial do Tijuco, hoje Diamantina (MG). Nascida de mãe escrava e um militar português, que as abandonaram e não lhes concedeu alforria. Chica da Silva alcançou prestígio na sociedade local e usufruiu das regalias privativas das senhoras brancas. Na época, todas as pessoas se associavam a irmandades religiosas de acordo com a sua posição social. Chica da Silva pertencia às Irmandades de São Francisco e do Carmo, que eram exclusivas de brancos, mas também às irmandades das Mercês - composta por mulatos - e do Rosário - reservada aos negros. Portanto, Chica da Silva tinha renda para realizar doações a quatro irmandades diferentes, era aceita como parte da elite local composta quase que exclusivamente por brancos, mas também mantinha laços sociais com mulatos e negros por meio de suas irmandades.



Extraída de: https://jornalcinco.com.br/2020/10/chica-da-silva-realidade-mito/


Laudelina de Campos Melo


Nascida em 1904, desde muito jovem Laudelina de Campos Melo era obrigada a trabalhar como doméstica. Sabia como era sofrida a vida das empregadas domésticas no Brasil, por isso se envolveu no movimento sindical em busca de melhores condições trabalhistas para essas mulheres. Também se dedicou à luta contra o racismo no país. Para além disso, fundou a primeira Associação de Trabalhadores Domésticos do Brasil, que posteriormente deu origem ao sindicato da classe. A vida de Laudelina foi marcada pela luta pelos direitos trabalhistas e pode ser vista no documentário "Laudelina: Lutas e Conquistas" de 2015.



Extraída de: https://pt.wikipedia.org/wiki/Laudelina_de_Campos_Melo



Fontes:


ALVES, C. G. (2020). “Ô abre alas que eu quero passar”. PROA Revista De Antropologia E Arte, 1(10), 18-36. Disponível em: https://www.ifch.unicamp.br/ojs/index.php/proa/article/view/3529. Acesso em: 08/03/2021.


BEZERRA, Juliana. Mulheres que fizeram a História do Brasil. Disponível em: https://www.todamateria.com.br/mulheres-que-fizeram-a-historia-do-brasil/. Acesso em: 08/03/2021.


CHIQUINHA Gonzaga. Disponível em: https://chiquinhagonzaga.com/wp/. Acesso em: 08/03/2021.


JORNAL Cinco. Chica da Silva: A realidade e o mito. 2020. Disponível em: https://jornalcinco.com.br/2020/10/chica-da-silva-realidade-mito/. Acesso em: 08/03/2021.


LAUDELINA de Campos Melo. In: Wikipédia: a enciclopédia livre. Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Laudelina_de_Campos_Melo. Acesso em: 8/03/2021.


GRANDA, Alana. A criadora da primeira marchinha de carnaval, Chiquinha Gonzaga. Agência Brasil, 2020. Disponível em https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2020-02/chiquinha-gonzaga. Acesso em: 08/03/2021.


GUERRA, Y. Enedina Marques, a primeira engenheira mulher e negra do Brasil. Disponível em: https://casa.abril.com.br/arquitetura/enedina-marques-a-primeira-engenheira-mulher-e-negra-do-brasil/. Acesso em: 08/03/2021.


STUDIO Pipoca. 10 mulheres brasileira que fizeram história. Disponível em: .https://studiopipoca.com/blogs/novidades/10-mulheres-brasileiras-que-fizeram-historia. Acesso em: 08/03/2021.


PAIVA, V. Conheça a história de Enedina Marques, a primeira engenheira negra do Brasil. Disponível em: https://www.hypeness.com.br/2020/01/conheca-a-historia-de-enedina-marques-a-primeira-engenheira-negra-do-brasil/. Acesso em: 08/03/2021




 
 
 

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