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AFINAL, QUAL É A IMPORTÂNCIA DA EDUCAÇÃO?

  • RP História UNEB
  • 25 de out. de 2018
  • 4 min de leitura

Atualizado: 26 de jun. de 2019

Vocês acham que a educação é importante por quais motivos e para quem?




Olá, leitores, tudo bem? Hoje pensamos em conversar com vocês sobre a importância da educação. Para tanto, gostaríamos de perguntar: vocês acham que a educação é importante por quais motivos e para quem?


Pensar sobre a educação é refletir primeiramente sobre em qual sociedade ela se insere, afinal, não podemos tratá-las enquanto pontos dissociados, pois acreditamos que a conjuntura, a sociedade em que vivemos reproduz o tipo de educação que temos. Diante disso é necessário propor que pensemos qual o retrato da educação que encontramos em nosso país. Particularmente no Estado e cidade em que moramos, no nosso caso, em Salvador, na Bahia. É necessário refletirmos sobre o macro e o micro, sobre o âmbito pessoal e amplo


Encontramos uma educação que tem como principal objetivo preparar os alunos para que estes sejam aprovados nos vestibulares e nas provas escolares, para que tenham sucesso – financeiro - nas suas carreiras profissionais. Vocês podem se perguntar ‘’mas que problema há nisso?’’. No mundo em que vivemos é difícil pensar para além do ganhar dinheiro, já que vivemos num mundo que supervaloriza o lucro em detrimento de outras questões mais importantes.


Desde criança somos ensinados que o único caminho correto para ser alguém na vida é o de ‘’estudar para poder ganhar dinheiro’’. Não estamos dizendo que ganhar dinheiro não é importante. Sabemos que é preciso, que é necessário para vivermos com dignidade. Mas questionamos que educação é essa que só pensa nisso. Quando perguntam ‘’o que você quer ser quando crescer?“, será que fazem essa pergunta com sinceridade? Ou já criando expectativas em relação a resposta, projetando um caminho e resultados a serem alcançados? Educação não é isso


Educação é perguntar o que você quer ser agora e quando crescer, é dar as ferramentas para você construir sua vida com sinceridade, para lidar com os problemas que irão aparecer. Educar é formar, não somente informar e induzir expectativas e projetos. Educar vem do termo ‘’educere’’, que significa conduzir para fora, eduzir. É, portanto, trabalhar com aquilo que há de melhor no ser humano, é procura desenvolver e deixar florescer seus potenciais; é preparar as pessoas para viverem em sociedade. Educar é transformar o aluno, o professor e a sociedade para a melhor versão de cada um, do ser humano. Parece distante do que vemos hoje por aí, não é mesmo?


E o que vemos por aí? Temos um projeto de educação que visa o retorno material e lucrativo, mas que pouco se importa de fato com o seu poder de transformação e a formação e preparação do cidadão, do ser humano. Vivemos uma realidade de desrespeito perante os professores, perante os alunos. O desencanto com a prática educacional vem crescendo em nosso país por diversos motivos, sendo alguns deles a precariedade das estruturas escolares, a desvalorização por parte do governo e da sociedade para com a profissão do professor. A falta de recursos e investimentos nas estruturas físicas, muitas vezes, são fatores desmotivadores tanto para educandos quanto para educadores, como vemos, por exemplo, o caso das salas de aulas, que tornam-se espaços superlotados chegando a ter 45-50 estudantes - pasmem -, porém vazios de motivação e interesse.


As diversas experiências em escolas públicas da capital baiana, nos ambientes acadêmicos e fora deles, nos ajudaram a notar que apesar de se debater sobre a importância das escolas e do impacto que elas têm na sociedade, poucos tentam ou se aventuram a mudar esse cenário, tanto professores quanto alunos, coordenadores pedagógicos, etc. Fica evidente que a realidade escolar na qual estudantes e educadores estão inseridos é rodeada de diversas dificuldades


Há o afastamento dos conteúdos com a realidade vivida, entre tantas outras questões básicas que interferem no processo de ensino e aprendizado como, por exemplo, é o caso do contexto social em que as escolas estão inseridas e como elas se relacionam com aquele lugar. Pensando em realidades periféricas onde os estudantes, muitas vezes, sofrem com a falta de políticas públicas básicas, como saúde e saneamento básico, e convivem diariamente com a criminalidade, o espaço escolar também reflete essas questões de várias formas. Vemos que além do contexto macro do país, o contexto político e social de vários bairros em que as escolas estão inseridas também moldam as relações de ensino e aprendizado e devem ser considerados como fatores fundamentais durante o processo educacional.


Esse afastamento provoca um enorme prejuízo à aprendizagem, refletindo um ensino que não dialoga com as realidades em que as escolas estão inseridas fazendo com que os estudantes tenham mais dificuldades em compreender de forma crítica as questões que perpassam pelo seu cotidiano, o que acaba reduzindo as possibilidades de ações práticas para a transformação dessa realidade vivenciada. Mas calma, leitor, apesar de todos esses problemas e questões postas aqui, apesar de ser uma realidade educacional bastante complicada, estamos na luta, existem os que tentam mudar essa situação. Temos professores e professoras que lutam diariamente por uma educação de qualidade, por uma educação formativa, autêntica, pois entendem a sua importância.


Mas precisamos de coro. Precisamos que se multipliquem as boas experiências. Por isso, pedimos encarecidamente que revisem suas práticas, atitudes, crenças, falsas impressões, desvalorizações perante a educação. Ela não deve ser diminuída cada vez mais. Não devemos jogar o jogo da destruição da educação. Ela precisa ser debatida, repensada, revalorizada e colocada em prática de acordo com o seu real significado. Educação é um caminho de liberdade para ser quem somos, para darmos o nosso melhor. Então vamos tratá-la com prioridade e acreditar no seu potencial de transformação.


Redação: Elson Praxedes, Gabriela Vieira e Manuela Carvalho

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Paulo Freire

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