A Guerra dos Farrapos
- RP História UNEB
- 28 de set. de 2021
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A Revolta da Farroupilha ou Guerra dos Farrapos ocorreu entre os anos 1835 a 1845, na região do Rio Grande do Sul. A articulação leva esse nome por conta das roupas desgastadas e velhas, tidas como farrapos, usadas pela tropa dos revoltosos.

Extraída em: https://estado.rs.gov.br/memorias-da-revolucao-farroupilha-e-destaque-no-memorial-do-rs
A articulação eclodiu no dia 20 de setembro de 1835, tendo como principais líderes os militares Bento Gonçalves, David Canabarro e o italiano Giuseppe Garibaldi.
O movimento entrou para a História do Brasil como a Revolta regencial com maior duração, já que marcou o desenvolvimento de vários embates que ocorreram na região do Rio Grande do Sul durante cerca de 10 anos, assim perdurando entre o período Regencial (1931-1940) e o Segundo Reinado (1840-1889).

Extraída em: https://culturalivre.com/cabanagem_revoltas_do_periodo_regencial_guerra_dos_cabanos/
A Guerra dos Farrapos foi organizada pela elite gaúcha que estava insatisfeita com os altos impostos que eram cobrados sobre os seus produtos comerciais, como: o charque (carne-seca), principal mercadoria econômica da região.
Para os estancieiros, nome dado aos grandes proprietários do ramo agrícola e da pecuária, e para os charqueadores, os produtores do charque, as taxas cobradas sobre a mercadoria eram prejudiciais para a concorrência, partindo do ponto que, por exemplo, os uruguaios e os argentinos, que eram os principais concorrentes, não pagavam a mesma quantidade de impostos para comercializarem o seu charque no Brasil o que, consequentemente, resultava no valor mais barato da carne estrangeira em relação a dos gaúchos, assim tornando a concorrência desleal para os vendedores locais.
Outros pontos também incentivaram a Revolta, como: a insatisfação com o imposto cobrado sobre o gado na fronteira Brasil/Uruguai; a falta de autonomia da região; a criação da Guarda Nacional e a propagação dos ideais federalistas e republicanos.
Como resultado do descontentamento da elite gaúcha, vários conflitos foram desencadeados a partir do dia 20 de setembro de 1835, que resultaram em vários desdobramentos, a exemplo da Proclamação da Independência da região, em setembro de 1836, com a implantação da República Rio Grandense.

A modo que a revolta foi se fortalecendo e se expandindo, houve a adesão de novos adeptos à causa, por exemplo, na Província de Santa Catarina, muitos moradores não só simpatizaram com o movimento, como também apoiaram a Proclamação da República Juliana na região, fato que ocorreu em julho de 1839.
Porém, com o avançar dos anos, o movimento foi perdendo força e o Governo Brasileiro aumentou as suas intervenções na região, justamente para garantir o controle sobre a expansão das agitações e evitar a fragmentação do território nacional diante das atitudes que estavam sendo tomadas pelos revoltosos.
Visando cada vez mais abafar o movimento, houve a nomeação do Barão de Caxias como comandante das armas do Rio Grande do Sul, assim possibilitando maiores organizações das tropas imperiais contra os rebeldes.
Diante das articulações militares e dos acordos que foram sendo feitos com os revoltosos, no dia 1º de março de 1845 teve a assinatura do Tratado de Poncho Verde que colocava fim à guerra e definia: a anistia aos revoltosos; o aumento dos impostos sobre o charque estrangeiro; maior autonomia à província; libertação dos escravizados que participaram das agitações e a inclusão dos soldados do movimento na tropa imperial. Porém, nem tudo foi cumprido pelo Governo Brasileiro.
Em poucas palavras, a Revolta da Farroupilha foi uma importante articulação do Período Regencial, que foi desenvolvida pela elite gaúcha que estava insatisfeita com as decisões políticas e econômicas que estavam sendo tomadas por parte do Governo Brasileiro.





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